Manifesto

A Mata Atlântica, uma das florestas mais antigas do planeta e a mais antiga do país, está morrendo. Berço da ocupação do Brasil, hoje é também o bioma mais devastado. A expansão urbana e, sobretudo, a agropecuária redesenharam nossa paisagem em linhas retas — marcas da tentativa humana de submeter às próprias vaidades cerca de 50 milhões de anos de floresta.​ O sistema nos convence de que essa destruição é necessária para o desenvolvimento. Mas será mesmo?
Nunca produzimos tanto.
Nunca consumimos tanto.
Nunca construímos tanto.
Mas será que somos mais felizes do que nunca?
​Nossa espécie existe há cerca de 300 mil anos. Há apenas algumas décadas, abrimos uma geladeira pela primeira vez. Há ainda menos tempo, passamos a viver diante de telas. Em um intervalo minúsculo da história, colocamos em risco o equilíbrio que sustenta nossa própria existência.
​Somos parte da natureza — e dependemos dela.
Se extraímos dela abrigo, matéria e alimento, devemos também saber retribuir.
Não por romantismo.
Por sobrevivência.​
A Casa Atlântica nasce como um posicionamento. Uma arquitetura que reconhece a natureza como origem, limite e futuro.